direito ao voto nulo II
Foram vários os comentários sobre o texto do voto nulo. Muitos deles de apoio, o que me deixa muito satisfeito. Todo comunicador quer comunicar e se de alguma maneira eu atingir uma pessoa a ponto de ela discutir aquilo que escrevi, concordando ou não, meu "trabalho" é recompensado. Agradeço as manifestações positivas e posto abaixo uma resposta que enviei para um leitor, identificado como C. , que creio assim responde a todos que não entenderam bem.
Obrigado!
Fabricio Ungaretti Coutinho
Editor-Chefe de Contraofensiva
Redação da Revista O Dilúvio. Leia online a nova edição(n°8)- www.odiluvio.com.br
Comunicação Biblioteca Social Mundial
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Resposta sobre questionamentos relativos ao texto "Direito Ao Voto Nulo"
Caro C.
Concordo que só há avanço com organização da sociedade. Talvez tu não tenha entendido o meu texto. Eu defendo a democracia participativa, ou seja, que o povo participe efetivamente da política e não só através do voto. Propondo, cobrando e articulando políticas públicas. Eu disse que defendo o direito a votar nulo e não o voto nulo. Eu mesmo caro camarada, vou votar na Heloisa Helena, no Olivio e no Rosetto pq acho que eles tem boas propostas neste sentido. Não tenho candidato escolhido para deputado federal e deputado estadual. Não tenho porque nenhum candidato, até agora, me apresentou propostas objetivas e detalhadas. Na verdade sei pouquíssimo sobre candidaturas para deputado. No momento em que eu definir minha escolha, assim como está sendo com HH,Olivio e Rosetto, vai ser porque sei do trabalho e das propostas dele, não porque os vi na tv ou pq eu sou obrigado a votar em alguém. Assim vai ser com minha escolha pra deputado de federal e estadual.Vou votar não só em um "representante", mas em um mandato que tenha propostas de democracia participativa. Não é questão de exclusão dos poderes e sim de que o povo participe mais e não deixe que a representatividade seja impedimento de lutas sociais como tu bem sabe que acontece.
Acho que sim é possível casar mobilização social com poder institucional, mas atualmente só se prega(na intelectualidade de esquerda ou direita) que representantes no poder contribuam com os movimentos sociais e não o contrário, de a mobilização social levar representantes ao poder. Mobilização social de fato, de pessoas atuantes elegerem os seus representantes de acordo com as propostas de mandato popular participativo.
A política tem se feito de cima pra baixo. Os partidos entram nas esferas de organização da sociedade. Começa cedo você sabe, a juventude dos partidos se organizam para entrar nos diretórios acadêmicos das faculdades. Deveria ser o contrário, deveria os estudantes lutando localmente se organizarem e entrarem em partidos que absorvam suas causas estudantis, comunitárias,etc...
Nós de esquerda sempre estamos na ativa, mas temos muita dificuldade em atingir a massa e as grandes transformações só viram com uma grande mobilização de massa. Nós, eu tu e os outros comunicadores e militantes sociais de esquerda, bem ou mal somos uma "vanguarda" e não é o caso de ter vergonha, mas veja bem temos acesso a comunicação e um certo nível de conhecimento que nos permite pensar as coisas com maior compreensão. Hipócrita é achar que um morador de rua que não teve oportunidades está nas mesmas condições de entendimento de política que nós. Isso é uma leviandade, uma falácia. Até pode estar,tem capacidade, mas na prática, e a prática é o critério da verdade, dificilmente tem condições.
Agora, este morador de rua tem os mesmos direitos que nós, pois é tão cidadão quanto.Cidadão não no sentido de ser qualificado por um número de registro ou cadastro de pessoa física ou contribuinte, e sim no sentido de Humano de fazer parte da sociedade mesmo que como "marginal- aquele que está às margens da sociedade".
O que questiono é como que este morador de rua, cidadão como eu, seja obrigado a votar pontualmente através de punição e psicologicamente através destes discursos eleitorais que desmerecem a opção de anulação daquels que não tem consciência plena de candidatos compropostas participativas.
Parte da esquerda intelectual faz o discurso do Programa Faustão: Qual é a resposta? Não sabe? Bléimmm. Chuta então. Seu tempo está acabando.
Política não é jogo em que se possa permitir "chutar". Esse discurso do vote no menos pior é vergonhoso.
Sinceramente, tu acha que estas campanhas de comunicação dirigida(panfleteação,carro de som,cartaz,propaganda,etc..) podem mudar o pensamento estrutural de uma pessoa? Eu defendo que não, apenas direciona para uma determinada ideologia seja de esquerda ou direita. O que precisa é haver um trabalho de formação de consciência crítica que não apenas em época eleitoral.
Acho sim que a nova forma de fazer política vai passar pela organização em rede e que os pequenos grupos que atuam na micro política podem fazer a diferença socialmente falando, sejam rádios comunitárias,associações de bairro, ongs, movimentos sociais, casas e pontos de cultura, fundações, etc...
Acho que podemos construir avanços a partir da área institucional, mas sem mobilização nós vamos estar daqui a 8 anos discutindo a mesma coisa. Alias está questão de Estado é uma grande contradição dos pseudo-revolucionários. Hora negam que o estado possa ser motor de transformação, hora se apegam a ele como única solução de fazer política. Não é. É possível mudar o mundo sem tomar o poder.Agora é importante que essas contradições sejam colocados numa análise da realidade brasileira, uma análise material histórica, sem idealismos. Hoje em dia sim precisamos de um Estado e intervenção institucional para mudar, mas não podemos apenas centrar como única forma de fazer política e sim começar a já discutir maneiras de melhorar esta estrutura(reforma política?) e de como o povo poderá participar mais ativamante.
Repito: uma pessoa não é cidadã pq vota, mas sim pq participa ativamente da luta social.
Não sou anarquista, mas respeito quem é, assim como respeito todos e todas mesmo que tenham diferenças de pensamento seja em que área for. Não sei se conheces, por exemplo, o trabalho do Comitê de Resistência Popular da Restinga. Eles trabalham ativamente e diretamente na e com a comunidade da Restinga. Eles não são cidadãos?
Repito de novo também: já fui milititante filiado ao PT durante minha juventude, trabalhei com campanha eleitoral e até mesmo em boca de urna. Devo ter conseguido pelo menos uns 20 votos a poucos metros da sessão eleitoral. Pessoas que foram votar pq foram obrigadas.Pegaram o panfleto, olharam a cara do candidato, anotaram o numero e votaram, sem nem ao menos saber as propostas e certamente nem devem lembrar que votaram nele e passaram 4 anos sem cobrar, sem participar do mandato. Isto é ser cidadão?
Não concordo com a pregação do voto nulo pela disputa de poder.
Continuo tendo amigos militantes do PT e do PSOL. Questiono os que entraram no PSOL, que sairam descontentes do PT, assim como eu, se em a Heloisa Helena não indo pro segundo turno eles vão pregar o voto nulo, como fez no passado seu parceiro de chapa o PSTU, outro partido que começou de cima pra baixa tendo como foco a luta institucional. Se o PSOL ou qualquer outro partido e politico fizer isto aí sim tu poderás dizer que estão promovendo a despolitização.Pois assim estarão fazendo campanha pro voto nulo. Eu não faço campanha pro voto nulo,apenas defendo o direito de votar nulo para aqueles que acham que o voto não deveria ser obrigatório e tento esclarecer os leitores que as coisas não são bem como a grande mídia e o senso comum querem passar, tanto no apoio ao voto nulo quanto no rechaço ao voto nulo.Como diria o professor Wladimir Ungaretti, eu vim pra confundir!
Também não vejo um país somente construído de políticos pilantras. Tem gente boa sabemos disto, não estou e nunca fiz o discurso do senso comum de que todo mundo rouba. Aí que está o eixo da discussão.Não estou discutindo somente tendo como base as eleições, se votamos no bom, no ruim ou no menos pior. Se devemos votar ou não. Estou discutindo a forma de fazer política, para além das eleições. É como se estrutura a relação democrática (poder do povo). Não é apenas o "negar" e "defender" as eleições e políticos, mas pensar novas formas de organização social que não deixe-nos imobilizados e reféns da política partidária eleitoral. Me considero de esquerda, mas sei que há políticos de direita que também não roubam, no entanto, ele pode ser honesto, mas se eu não achar que as propostas dele são boas eu não vou votar nele. É isso que quero dizer. Não é votar por votar e sim votar com consciência, votar em um mandato, votar em propostas de democracia participativa.
Quanto a filtrar mensagens dos grandes meios de comunicação sim eu tenho condições pois estudei 5 anos de comunicação social, fui durante 3 anos militante e filiado de partido político e já se passam 7 anos desde que começei a me envolver com movimentos sociais, organizações não governamentais e grupos ativistas. Mas você acha que a grande população, aquela que lê diário gaúcho, consegue filtrar? Como tu explica então que o Pedro Simon provavelmente vá se reeleger para mais 8 anos? Pergunte para estas pessoas que indicam que vão votar nele se elas sabem o que ele fez nos útlimos 24 anos.Claro também lembrando que a gande imprensa é por natureza liberal.
quanto ao texto que me indicaste: http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12133
"A pregação do voto nulo está na praça. Seus defensores aparentam ser os mais radicais dos inconformados. Mas apenas incentivam a despolitização, descartam um direito duramente conquistado e fazem coro com a intolerância conservadora."
Sei que o texto do Gilberto Maringoni não foi feito pra mim, mas repito de novo só pra não esquecer: não estou pregando o voto nulo e sim o direito a votar nulo sem que o cidadão, mesmo o descontente, inconformado, seja taxado de alienado como todos estes textos, inclusive este que tu enviou, querem fazer crer. A contradição começa a partir da negação, ou o que John Hollaway chama de '' o grito". Então é compreensível do ponto de vista humano que se crie uma consciência coletiva de repudio face ao atual estado de fazer política. O que essa esquerda pseudo-revolucionária-intelecutual-partidária deveria fazer não é textos reprovando o voto nulo, mas textos com argumentos de organização política que melhorem esse nosso sitema que está falido e tanto direita,quanto esquerda sabem disto.
Também acho, em parte, que a pessoa que votar nulo só de raiva vai estar perdendo uma oportunidade de participar, mas também acho que a pessoa que votar porque dizem que é errado votar nulo e acabar votando em qualquer um, também não vai estar participando a não ser como um mero número nas estatísticas.
Mesmo não defendendoo voto nulo pelo voto nulo quero deixar meu apoio aqueles que o fazem com consciência, pensando a partir de outro paradigma politico e não pela disputa de poder. Pois ao contrário deste texto que tu me enviou há sim pessoas que defendem o voto nulo com argumentações. Não é porque estas argumentações não "batem" com as do texto que nós devemos desmerecer. Ele pode não concordar mas dizer que é uma opinião burra como parece querer colocar é o que gera despolitazação."É o sufrágio mais conservador possível, pois induz à passividade e à sensação de que seu praticante “não tem nada a ver com o que está aí”. Sequer questiona o próprio processo eleitoral"
Acho que meu texto questiona o processo eleitoral e que eu estou me colocando como participante da sociedade, contribuindo da maneira que me sinto mais a vontade: como comunicador.
Acho importante estes debates. Isto é democracia.
Agora sabemos que este textos via internet dificilmente chegam as classes mais desfavorecidas economicamente. Fica de novo na "vanguarda".
Precisamos discutir agora estas propostas. Isto sim deve permear o debate eleitoral e o pós debate- o acomphamento do mandato e das promessas de campanha.
Isto que eu quis dizer com meu texto. É que os candidatos tenham em seus dicursos a promessa de um mandato de participação popular com propostas sociais que deêm ferramentas para que o povo passe a se organizar e pensar melhor a sociedade, para ter condições físicas e psicológicas de desenvolver uma consciência crítica que permita que se vote em alguém comprometido de fato com a mudança da realidade local e não apenas eleger um "representante".
Devemos tentar levar para o grande público estes debates, isso é responsabilidade nossa enquanto cidadãos. Mas por aqui pelo mundo virtual tento contribuir também. Meus próximos textos serão no intuito de colocar para os candidatos o debate de propostas na área de reforma política, democracia particpativa, reforma agrária, direitos humanos, economia solidária, cultura, educação e comunicação, áreas que me interessam.
Tenho amigos que estão concorrendo, mas não vou votar neles só pq são meus amigos, vou votar se eu souber as propostas concretas deles. Pra ser sincero espero até outubro ter conhecimento do programa de vários bons candidatos para que eu vote bem e possa acompanhar o mandato. Caso contrário vou sim anular o voto, continuarei atuando na comunicação e política através de atos individuias e de organizados por grupos que participo ou tenho afinidades, cobrando daqueles que eu votei e cobrando também daqueles que eu não votei pois todos nós temos este direito.
Forte Abraço
Fabricio Ungaretti Coutinho
Obrigado!
Fabricio Ungaretti Coutinho
Editor-Chefe de Contraofensiva
Redação da Revista O Dilúvio. Leia online a nova edição(n°8)- www.odiluvio.com.br
Comunicação Biblioteca Social Mundial
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Resposta sobre questionamentos relativos ao texto "Direito Ao Voto Nulo"
Caro C.
Concordo que só há avanço com organização da sociedade. Talvez tu não tenha entendido o meu texto. Eu defendo a democracia participativa, ou seja, que o povo participe efetivamente da política e não só através do voto. Propondo, cobrando e articulando políticas públicas. Eu disse que defendo o direito a votar nulo e não o voto nulo. Eu mesmo caro camarada, vou votar na Heloisa Helena, no Olivio e no Rosetto pq acho que eles tem boas propostas neste sentido. Não tenho candidato escolhido para deputado federal e deputado estadual. Não tenho porque nenhum candidato, até agora, me apresentou propostas objetivas e detalhadas. Na verdade sei pouquíssimo sobre candidaturas para deputado. No momento em que eu definir minha escolha, assim como está sendo com HH,Olivio e Rosetto, vai ser porque sei do trabalho e das propostas dele, não porque os vi na tv ou pq eu sou obrigado a votar em alguém. Assim vai ser com minha escolha pra deputado de federal e estadual.Vou votar não só em um "representante", mas em um mandato que tenha propostas de democracia participativa. Não é questão de exclusão dos poderes e sim de que o povo participe mais e não deixe que a representatividade seja impedimento de lutas sociais como tu bem sabe que acontece.
Acho que sim é possível casar mobilização social com poder institucional, mas atualmente só se prega(na intelectualidade de esquerda ou direita) que representantes no poder contribuam com os movimentos sociais e não o contrário, de a mobilização social levar representantes ao poder. Mobilização social de fato, de pessoas atuantes elegerem os seus representantes de acordo com as propostas de mandato popular participativo.
A política tem se feito de cima pra baixo. Os partidos entram nas esferas de organização da sociedade. Começa cedo você sabe, a juventude dos partidos se organizam para entrar nos diretórios acadêmicos das faculdades. Deveria ser o contrário, deveria os estudantes lutando localmente se organizarem e entrarem em partidos que absorvam suas causas estudantis, comunitárias,etc...
Nós de esquerda sempre estamos na ativa, mas temos muita dificuldade em atingir a massa e as grandes transformações só viram com uma grande mobilização de massa. Nós, eu tu e os outros comunicadores e militantes sociais de esquerda, bem ou mal somos uma "vanguarda" e não é o caso de ter vergonha, mas veja bem temos acesso a comunicação e um certo nível de conhecimento que nos permite pensar as coisas com maior compreensão. Hipócrita é achar que um morador de rua que não teve oportunidades está nas mesmas condições de entendimento de política que nós. Isso é uma leviandade, uma falácia. Até pode estar,tem capacidade, mas na prática, e a prática é o critério da verdade, dificilmente tem condições.
Agora, este morador de rua tem os mesmos direitos que nós, pois é tão cidadão quanto.Cidadão não no sentido de ser qualificado por um número de registro ou cadastro de pessoa física ou contribuinte, e sim no sentido de Humano de fazer parte da sociedade mesmo que como "marginal- aquele que está às margens da sociedade".
O que questiono é como que este morador de rua, cidadão como eu, seja obrigado a votar pontualmente através de punição e psicologicamente através destes discursos eleitorais que desmerecem a opção de anulação daquels que não tem consciência plena de candidatos compropostas participativas.
Parte da esquerda intelectual faz o discurso do Programa Faustão: Qual é a resposta? Não sabe? Bléimmm. Chuta então. Seu tempo está acabando.
Política não é jogo em que se possa permitir "chutar". Esse discurso do vote no menos pior é vergonhoso.
Sinceramente, tu acha que estas campanhas de comunicação dirigida(panfleteação,carro de som,cartaz,propaganda,etc..) podem mudar o pensamento estrutural de uma pessoa? Eu defendo que não, apenas direciona para uma determinada ideologia seja de esquerda ou direita. O que precisa é haver um trabalho de formação de consciência crítica que não apenas em época eleitoral.
Acho sim que a nova forma de fazer política vai passar pela organização em rede e que os pequenos grupos que atuam na micro política podem fazer a diferença socialmente falando, sejam rádios comunitárias,associações de bairro, ongs, movimentos sociais, casas e pontos de cultura, fundações, etc...
Acho que podemos construir avanços a partir da área institucional, mas sem mobilização nós vamos estar daqui a 8 anos discutindo a mesma coisa. Alias está questão de Estado é uma grande contradição dos pseudo-revolucionários. Hora negam que o estado possa ser motor de transformação, hora se apegam a ele como única solução de fazer política. Não é. É possível mudar o mundo sem tomar o poder.Agora é importante que essas contradições sejam colocados numa análise da realidade brasileira, uma análise material histórica, sem idealismos. Hoje em dia sim precisamos de um Estado e intervenção institucional para mudar, mas não podemos apenas centrar como única forma de fazer política e sim começar a já discutir maneiras de melhorar esta estrutura(reforma política?) e de como o povo poderá participar mais ativamante.
Repito: uma pessoa não é cidadã pq vota, mas sim pq participa ativamente da luta social.
Não sou anarquista, mas respeito quem é, assim como respeito todos e todas mesmo que tenham diferenças de pensamento seja em que área for. Não sei se conheces, por exemplo, o trabalho do Comitê de Resistência Popular da Restinga. Eles trabalham ativamente e diretamente na e com a comunidade da Restinga. Eles não são cidadãos?
Repito de novo também: já fui milititante filiado ao PT durante minha juventude, trabalhei com campanha eleitoral e até mesmo em boca de urna. Devo ter conseguido pelo menos uns 20 votos a poucos metros da sessão eleitoral. Pessoas que foram votar pq foram obrigadas.Pegaram o panfleto, olharam a cara do candidato, anotaram o numero e votaram, sem nem ao menos saber as propostas e certamente nem devem lembrar que votaram nele e passaram 4 anos sem cobrar, sem participar do mandato. Isto é ser cidadão?
Não concordo com a pregação do voto nulo pela disputa de poder.
Continuo tendo amigos militantes do PT e do PSOL. Questiono os que entraram no PSOL, que sairam descontentes do PT, assim como eu, se em a Heloisa Helena não indo pro segundo turno eles vão pregar o voto nulo, como fez no passado seu parceiro de chapa o PSTU, outro partido que começou de cima pra baixa tendo como foco a luta institucional. Se o PSOL ou qualquer outro partido e politico fizer isto aí sim tu poderás dizer que estão promovendo a despolitização.Pois assim estarão fazendo campanha pro voto nulo. Eu não faço campanha pro voto nulo,apenas defendo o direito de votar nulo para aqueles que acham que o voto não deveria ser obrigatório e tento esclarecer os leitores que as coisas não são bem como a grande mídia e o senso comum querem passar, tanto no apoio ao voto nulo quanto no rechaço ao voto nulo.Como diria o professor Wladimir Ungaretti, eu vim pra confundir!
Também não vejo um país somente construído de políticos pilantras. Tem gente boa sabemos disto, não estou e nunca fiz o discurso do senso comum de que todo mundo rouba. Aí que está o eixo da discussão.Não estou discutindo somente tendo como base as eleições, se votamos no bom, no ruim ou no menos pior. Se devemos votar ou não. Estou discutindo a forma de fazer política, para além das eleições. É como se estrutura a relação democrática (poder do povo). Não é apenas o "negar" e "defender" as eleições e políticos, mas pensar novas formas de organização social que não deixe-nos imobilizados e reféns da política partidária eleitoral. Me considero de esquerda, mas sei que há políticos de direita que também não roubam, no entanto, ele pode ser honesto, mas se eu não achar que as propostas dele são boas eu não vou votar nele. É isso que quero dizer. Não é votar por votar e sim votar com consciência, votar em um mandato, votar em propostas de democracia participativa.
Quanto a filtrar mensagens dos grandes meios de comunicação sim eu tenho condições pois estudei 5 anos de comunicação social, fui durante 3 anos militante e filiado de partido político e já se passam 7 anos desde que começei a me envolver com movimentos sociais, organizações não governamentais e grupos ativistas. Mas você acha que a grande população, aquela que lê diário gaúcho, consegue filtrar? Como tu explica então que o Pedro Simon provavelmente vá se reeleger para mais 8 anos? Pergunte para estas pessoas que indicam que vão votar nele se elas sabem o que ele fez nos útlimos 24 anos.Claro também lembrando que a gande imprensa é por natureza liberal.
quanto ao texto que me indicaste: http://agenciacartamaior.uol.com.br/templates/materiaMostrar.cfm?materia_id=12133
"A pregação do voto nulo está na praça. Seus defensores aparentam ser os mais radicais dos inconformados. Mas apenas incentivam a despolitização, descartam um direito duramente conquistado e fazem coro com a intolerância conservadora."
Sei que o texto do Gilberto Maringoni não foi feito pra mim, mas repito de novo só pra não esquecer: não estou pregando o voto nulo e sim o direito a votar nulo sem que o cidadão, mesmo o descontente, inconformado, seja taxado de alienado como todos estes textos, inclusive este que tu enviou, querem fazer crer. A contradição começa a partir da negação, ou o que John Hollaway chama de '' o grito". Então é compreensível do ponto de vista humano que se crie uma consciência coletiva de repudio face ao atual estado de fazer política. O que essa esquerda pseudo-revolucionária-intelecutual-partidária deveria fazer não é textos reprovando o voto nulo, mas textos com argumentos de organização política que melhorem esse nosso sitema que está falido e tanto direita,quanto esquerda sabem disto.
Também acho, em parte, que a pessoa que votar nulo só de raiva vai estar perdendo uma oportunidade de participar, mas também acho que a pessoa que votar porque dizem que é errado votar nulo e acabar votando em qualquer um, também não vai estar participando a não ser como um mero número nas estatísticas.
Mesmo não defendendoo voto nulo pelo voto nulo quero deixar meu apoio aqueles que o fazem com consciência, pensando a partir de outro paradigma politico e não pela disputa de poder. Pois ao contrário deste texto que tu me enviou há sim pessoas que defendem o voto nulo com argumentações. Não é porque estas argumentações não "batem" com as do texto que nós devemos desmerecer. Ele pode não concordar mas dizer que é uma opinião burra como parece querer colocar é o que gera despolitazação."É o sufrágio mais conservador possível, pois induz à passividade e à sensação de que seu praticante “não tem nada a ver com o que está aí”. Sequer questiona o próprio processo eleitoral"
Acho que meu texto questiona o processo eleitoral e que eu estou me colocando como participante da sociedade, contribuindo da maneira que me sinto mais a vontade: como comunicador.
Acho importante estes debates. Isto é democracia.
Agora sabemos que este textos via internet dificilmente chegam as classes mais desfavorecidas economicamente. Fica de novo na "vanguarda".
Precisamos discutir agora estas propostas. Isto sim deve permear o debate eleitoral e o pós debate- o acomphamento do mandato e das promessas de campanha.
Isto que eu quis dizer com meu texto. É que os candidatos tenham em seus dicursos a promessa de um mandato de participação popular com propostas sociais que deêm ferramentas para que o povo passe a se organizar e pensar melhor a sociedade, para ter condições físicas e psicológicas de desenvolver uma consciência crítica que permita que se vote em alguém comprometido de fato com a mudança da realidade local e não apenas eleger um "representante".
Devemos tentar levar para o grande público estes debates, isso é responsabilidade nossa enquanto cidadãos. Mas por aqui pelo mundo virtual tento contribuir também. Meus próximos textos serão no intuito de colocar para os candidatos o debate de propostas na área de reforma política, democracia particpativa, reforma agrária, direitos humanos, economia solidária, cultura, educação e comunicação, áreas que me interessam.
Tenho amigos que estão concorrendo, mas não vou votar neles só pq são meus amigos, vou votar se eu souber as propostas concretas deles. Pra ser sincero espero até outubro ter conhecimento do programa de vários bons candidatos para que eu vote bem e possa acompanhar o mandato. Caso contrário vou sim anular o voto, continuarei atuando na comunicação e política através de atos individuias e de organizados por grupos que participo ou tenho afinidades, cobrando daqueles que eu votei e cobrando também daqueles que eu não votei pois todos nós temos este direito.
Forte Abraço
Fabricio Ungaretti Coutinho


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