Segunda-feira, Outubro 02, 2006

Você acredita em pesquisas?

De Fabricio Ungaretti Coutinho

Infelizmente a relação sórdida dos poderes, para manter o status quo, prevaleceu nestas eleições. Como eu já havia escrito no texto "direito ao voto nulo", o TSE é mais um espaço de dominação ideológica a serviço das grandes estruturas partidárias. Não teve coragem para proibir a divulgação das pesquisas eleitorais.
A idéia de proibir as pesquisas quando faltasse 15 dias pra eleição foi descartada. Um dia antes ainda podiamos ver inúmeras pesquisas de jornais e institutos.
Foram váiros os casos onde as pesquisas não relatarm o que as urnas demosntraram. Por exemplo na Bahia todas pesquisas davam como certa a vitória de Paulo Souto(PFL). O candidato é apadrinhando de Toninho Malvadeza, velho político da época da ditadura(e que s emantém no pdoer até hoje) que possui vários veículos de comunicação na Bahia. No entanto o vencedor e em primeiro turno foi o petista Jaques Wagner ex-ministro de Lula. No Rio Grande do Sul outro fato curioso. Todas pesquisas apontavam o atual governador Germano Rigotto(PMDB) como primeiro colocado e uma disputa entre Yeda Crusius(PSDB) e Olívio Dutra(PT) para saber quem seria o candidato do governador no segundo turno. E não é que Yeda ficou em primeiro e Rigotto não foi ao segundo turno? Ninguém poderia imaginar isto. A decisão foi muito apertada e só com 99,8% de urnas apuradas é que tivemos o resultado final. Yeda teve 32,9%, Olívio 27,39% e Rigotto 27,12%.
Até que ponto as pesquisas eleitorais influenciaram esta inesperada votação?
O resultado só me leva a crer que muitos votos de Rigotto migraram para Yeda. Os eleitores anti-petistas podem ter mudado seu voto no ultimo instante influenciados pelas pesquisas.Vendoa possibildiade de ter dois candidatos da direita(Yeda e Rigotto) disputando um segundo turno e achando que Rigotto estava garantido ao invés de votarem em Rigotto votaram em Yeda para que esta superasse Olívio e fosse para o segundo turno. Ela superou. Rigotto ficou pelo caminho.
No cenário presidenciável pode também ter acontecido algo parecido. Heloísa Helena tinha em todas pesquisas uma média de 9%. Claro que há os 2% pra mais ou pra menos. Mas esperava-se que estes 2% fossem pra mais. Foram pra menos. Heloísa Helena teve 6,85%. Há possibilidade também de o eleitor anti-petista ao não querer que Lula ganhasse no primeiro turno e vendo as reais chances de Alcmin pelas pesquisas e de Heloisa Helena continuar estagnada ter trocado seu voto e ao invés de Heloisa Helena ter votado em Geraldo Alckmin.
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