Quinta-feira, Junho 21, 2007

a explosão

E então a contraofensiva já não se fazia mais necessária, era preciso olhar pra todos lados, pras redes. Para onde quer que fosse o ataque seria uma ato de auto-destruição. E isso foi bom, pois na contradição, ou até mesmo na destruição, cria-se algo novo, e genuinamente contra, contracultura.

Segunda-feira, Março 26, 2007

UIRAPURU melhores de 2006

Na últma edição da revista O DILÚVIO, a n° 10, saiu a o resultado do prêmio Uirapuru, para listar os melhores na área musical do ano de 2006, tanto os votos dosleitores quanto da crítica. Tive a honra de participar da crítica animal. Meus critérios de escolha foram tanto objetivos quanto subjetivos. Objetivo porque votei de acordo com o meu universo de pesquisa, ou seja, naqueles que lançaram albúm em 2006 ou que eu vi algum show. Assim se em minha lsita não consta alguns nomes muito bacanas como o de Céu por exemplo é porque eu não vi nenhum show dela e ela não lançou nenhum trabalho em 2006. A escolha é do melhor de 2006, se for o melhor de sempre então eu vou votar nos Mutantes todo ano.
A análise também é subjetivo porque como não sou músico avaliei de acordo com o que meus ouvidos "sentiram". Não há certo e errado, é apenas uma opinião. Como a revista abraça a bandeira, entre outras, do anti-jabá, discutiu-se muito a presença de alguns artistas na lista. Falou-se na Mariana Aydar, que fez um albúm certeiro com músicas pra tocar no rádio, além de ela ser filha de socialite, publicitário,etc...A questão é que se fossemos exlcuir aqueles que participam indiretamente do jabá teríamos que eliminar muitos outros concorrentes, como por exemplo o aclamado Sérgio Mendes que fez mais que todos um albúm americanizado comercial. Pegou clássicos da bossa nova e botou rappers americanos com o Black Eye Pies e ainda foi tocar no faustão, teve clip no fantástico ,etc...
Se for pra fugir do jabá, teríamos que excluir todos que pertencem a grandes gravadoras, ou alguém pode ser tão inocente em achar que caetano não participa do sistema "jabalístico"? Como acho que o prêmio é u m espaço pra crítica estritamente de música e não de conceitos (fazemos isto em outros espaços) não podemos ,na minha modesta opinião, eliminar bons músicos de nossa lista. É claro que se a discordância for em termos musicais aí sim é plausível questionamentos e mesmo assim altamente discutível já que tenho certeza que tanto quanto eu os outros jurados usaram da subjetividade pra decidir. Se o voto fosse ideológico eu votaria nas músicas do MST.
Mas enfim, aí vai minha lista.

Álbum – artista

1- Metropolitano- Eddie

2- Kavita 1- Mariana Aydar

3- Cão- Rômulo Fróes

4- Mirando a Estrela- Eta Carinae

5- Tecnomacumba- Rita Ribeiro

6- Futurismo - Kassin +2

7- Universo ao meu redor- Marisa Monte

8- Transfiguração- Cordel do Fogo Encantado

9- Transformer- Vários

10- Seres- Seres

11- Mombojó- Homem Espuma

12- Ultramen- Capa Preta

13- Bataclã FC- Assim Falou Bataclan

14- MAmelo Sound Syste- Velha Guarda 22

15- Edgar Scadurra- Amor Incondicional

Música – intérprete

1- Zé do Caroço - Mariana Aydar com Leci Brandão

2- Danada -Eddie com Erasto Vasconcelos

3- Deixe-se Acreditar – Transformer Mombojó com BTK and Spleen

4- Sobre a gente -Rômulo Fróes

5- P nos2 -Eddie

6- Festança -Mariana Aydar

7- Marcha- Rômulo Fróes

8- Samba Louco -Eta Carinae

9- Domingo 23- Rita Ribeiro

10- Olho de Shiva (Delay Records) - Eta Carinae

11- Cavaleiro de Aruanda -Rita Ribeiro

12- Louco de Deus (Perto de você) - Cordel do Fogo Encantado

13- Futurismo - Kassin +2

14- O Bonde do Dom- Marisa Monte

15- Samba Bobo- Seres

Show

1- Mundo Livre

2- Orquestra Imperial

3- Cansei de Ser Sexy

4- Del Rey

5- Los Hermanos

6- Nação Zumbi

7- Mombojó

8- Bléque

9- Subtropicais

10- Badrocks

Banda

1- Eddie

2- Los Hermanos

3- Eta Carinae

4- Orquestra Imperial

5- Cordel do Fogo Encantado

6- Mundo Livre

7- Nação Zumbi

8- Mombojó

9- Bléque

10- Seres

11- Ultramen

12- Bataclã

13- Subtropicais


Cantor

1- Rodrigo Amarante (Los Hermanos)

2- Rômulo Fróes

3- Zeca Pagodinho

4- Tonho Crocco (Ultramen)

5- Fernando Anitelli (O Teatro Mágico)

Cantora

1- Mariana Aydar

2- Rita Ribeiro

3- Marisa Monte

4- Karina Falcão(Eta Carinae)

5- Fabiana Cozza

Letrista

1- Nuno Ramos

2- Clima

3- Arnaldo Antunes

Guitarrista

1- Dirceu Mello (Eta Carinae)

2- Fábio Trummer (Eddie)

3- Lanny Gordin (da banda de Rômulo Fróes)

Baixista

1- Fábio Sá (da banda de Rômulo Fróes)

2- Rob Meira (Eddie)

3- Bebeto Castilho

Cordas acústicas

1- Clayton Barros (Cordel do Fogo Encantado)

2- Zé Barbeiro (da banda de Rômulo Fróes)

3- Lenine

Bateria

1- Curumin (da banda de Rômulo Fróes)

2- Mauricio Takara (Hurtmold)

3- Igor Cavalera (Sepultura)

Percussão

1- Guilherme Kastrup (da banda de Tom Zé)

2- Toca Ogam (Nação Zumbi)

3- Nego Henrique (Cordel do Fogo Encantado)

Teclados

1- André Oliveira (Eta Carinae e Eddie)

2- Bactéria (Mundo Livre. S/a)

3- Chiquinho (Mombojó)

Sopros

1- Mauro Zacharias (Los Hermanos e Orquestra Imperial)

2- Rafa (Mombojó)

3- Daniela Homsi (O Teatro Mágico)

DJ

1- BTK

2- Bruno Pedrosa

3- Dolores

50 álbuns ouvidos(Afroreggae- nenhum motivo explica a guerra; Alessandra leão- brinquedo de tambor; Anna costa- meu carnaval; Anna Luisa; Arnaldo Antunes- qualquer; Batclã fc- assim falou batclã; Bebeto Castilho –amendoeira; Caetano Veloso- cê; Canto dos malditos na terra do nunca; Chico Buarque- carioca; Cordel- transfiguração; Cpm22- mtv ao vivo; Digital groove- rabeca sanfona e pife; Du Souto; Eddie-metropolitano; Edgar scandurra- amor incondicional; Eta cariane- mirando a estrela; Fabiana cozza- Gilberto Gil- luminoso; Gram- seu minuto meu segundo; Jair oliveira- simples; Jussara Silveira- entre o amor e o mar; Kassin +2- futurismo; Lenine- acústico mtv; Mamelo sound system- velha guarda 22; Marcelo d2- meu samba é assim; Maria bethânia- mar de Sophia e pirata; Mariana aydar- kavita 1; Marisa monte- infinito particular e universo ao meu redor; Mombojo- homem espuma; Monjolo; Nasi- onde os anjos não ousam pisar; O teatro mágico- entrada dos raros; Relespublica- mtv apresenta; Rita ribeiro- tecnomacumba; Rômulo fróes- cão; Sepultura- Dante XXI; Seres; Sergio Mendes- Timeless; Skank- Carrossel; Tom Zé- dançêhsá; Transformer-vários, Ultramen- Capa Preta; Vou tirar você desse lugar- vários; Záfrica Brasil- tem cor age; Zé cafofinho- um pé na meia outro de fora; zefirina bomba; zumbira e os palmares)

Quinta-feira, Março 22, 2007

aguarde!
logo postarei.
há tanta coisa apra dizer que não sei direito por onde começar.
eneuanto isto vá lendo a nova dilúvio
www.odiluvio.com.br
e claro: beba chica!
www.chicachaca.com

abraços
f.u.c

Terça-feira, Janeiro 16, 2007

Fiz um samba triste de verão

Quem sabe eu possa prever
a dor que se aloja no peito
e deixe de sofrer e viver
o peso do presente imperfeito

Trago a estúpida razão
anestesio a angústia
perdoa o meu coração
meu samba é som e é fúria

Deixo que o acaso me conduza
vou ser mais feliz
não crio expectativas
não rimo e calo a boca

autor: coutinho

Quinta-feira, Janeiro 11, 2007

5 anos de terrorismo em Guantanamo

Hoje, dia 11 de de janeiro de 2007, marca os 5 anos na base militar de Guantanamo em Cuba. Uma das maiores atrocidades contra os direitos humanos realizada em nome do combate ao terrorismo. Terrorismo é toturar e não dar chances de defesa. É o que o governo Estadunidense está fazendo lá.
Desde sua abertura, mais de 775 pessoas foram encarceradas sem direito de defesa nem acesso à Justiça. De acordo com dados da Anistia Internacional, hoje a prisão mantém 430 pessoas de 35 países diferentes. Há inúmeras denúncias de organismos internacionais de direitos humanos a respeito de torturas e abuso sexual, inclusive em menores de idade também ilegalmente presos. De acordo com a Human Rights Watch, a grande maioria são árabes acusados de ligações com a Al Qaeda e com os Talibãs, além, possivelmente, de ter membros do Hamas, do Hezzbolah, Iraquianos e todos muçulmanos contrários aos estados unidos.
A base é um verdadeiro campo de concentração que se não tem o extermínio de pessoas como foi feito com os judeus pelos nazistas apresenta a mesma desumanidade. Os presos ficam acorrentados nos pés e nas mãos todo tempo ,até mesmo na hora de domrir. As celas de tamanho minusculo (2x2) tem luz o tempo todo. Os presos só tem direito a 20 minutos de caminhada no pático cercado por arames farpados e cercas elétricas, três vezes por semana.

No fim de 2006, o governo estadunidense instituiu que os presos seriam julgados apenas por Comissões Militares do próprio País. Um jogo de cartas marcadas, tanto quanto foi o julgamento de Saddam Hussein por "autoridades" comprometidas com os acusadores.


A base ocupa mais de 115 quilômetros, no sudoeste da ilha de Cuba. Um acordo em 1934, antes da Revolução Cubana, permite que os Estados Unidos tenham direito a ficar ali até quando quiser, sem interferências do governo Cubano. MAs também o que é a pequena e resistente Cuba perto do Império que domina até mesmo a ONU? Os EUA não seguem a convenção de Genebra que dá direitos aos prisineiros de Guerra. O ditador Geroge W.Bush encontrou uma maneira de "burlar" o direito internacional cahamando os presos de "combatentes inimigos". Mas também o que esperar da ONU se está está fálida e desacreditada, pois apenas ao invés de ser uma liga dos países é comandada apenas por uma grande potência. O Conselho de Direitos Humanos não tem nem 1 décimo do poder do Conselho de Segurança. Que também não tem crédito nenhum, afinal mesmo não aprovando a invasão do Iraque, nada fez para punir os estados unidos que deveriam ter acatado a decisão do consellho. Além de forjarem provas, mentindo sobre as armas de destruição em massa são responsáveis de acordo com números do Iraq Body Count pela morte de mais de 50 mil civis no Iraque. Se as coisas já estavam tranquilas para os estados unidos, com o novo secretário-geral da ONU ,o sul coreano Ban Ki-Moon, forte aliado dos estadunidenses,a cosai tende a ficar mais fácil ainda é é questão de temp opara os marines anunciarem outros alvos como o Irã, o Líbano, a Síria, a Coréia do Norte, a Palestina e quem sabe até mesmo à Cuba, afinal já estão por ali mesmo com sua terrível e terrorista base de guantanamo.

Sábado, Dezembro 09, 2006

EDITORIAL dezembro 2006

Salve, salve caros leitores e leitoras!

Toda edição tem sua importância, assim como todo tópico, porém, algumas coisas são mais importantes que as outras. Essa é nossa vida. São as escolhas que fazemos, ou deixamos de fazer, nunca saberemos. È causa e efeito. Ou defeito. Não importa, é uma mudança. Os seres humanos também são sistemas abertos.

Nesta edição o Contraofensiva se reinventa. Instigando Metamorfose. Transformação, ou transfiguração cordeliana. Não é fruto de amadurecimento, pois não se sabe o que virá depois, mas revela um pouco do olhar inquietante sobre os fatos sócio-culturais da atualidade. E sobre si mesmo. Sobre qual seu papel. Fatos estes vistos a partir de determinados pontos de vistas, sinceros, falhos ou não, mas intrínsecos ao tema proposto pra edição: cultura. Afinal todos nós, somos agentes de manifestações culturais. Não há como fugir do empirismo, da prática.

Prova da revolução, ou insurreição interior, é que o que define a “liga” desta edição não tem nenhum critério político-ideológico no sentido de querer estabelecer uma verdade, pregar, ser objetivo, racional, coisas que vinham acontecendo ao longo do ano. O que também não quer dizer que este blog não vá se propor a ser o que era. Ele apenas reafirma e se auto-legitima pela incerteza. Afinal de contas, nem mesmo se pode chamar este espaço aqui de blog.

Não sei qual vai ser a peridiciosidade futura. Para este mês o formato é de revista digital.

Primeiramente pensei em rever a parte visual do site, mas faltou tempo e tesão. O formato é algo muito vago. Não se pode tentar enquadrar as manifestações. Elas têm a cara que tem, não há como definir parâmetros. Caso contrário não seria arte, seria produto. Este própria edição é uma manifestação. O que importa, metodologicamente falando, é o conteúdo.

Esta atualização tem entre seus “fins?” apresentar um projeto de especialização em jornalismo. Então, para entender a opção por cultura escrevo rapidamente dois conceitos modernos: revolução tecnológica e campos sociais.

O primeiro está definindo os novos contornos de um universo até então inimaginável, de infinitas possibilidades de comunicação. A revolução tecnológica está possibilitando que o conhecimento se torne livre e que cada um de nós sejamos produtores, embora grande parte deste conhecimento ainda esteja sob domínio de grandes corporações, como o fenômeno Google.

O segundo redefine a noção de classes e de relacionamento. O conceito de campo social, proposto por Pierre Bordieu, em trabalhos como La Distiction, propõe que estejamos todos inseridos num grande campo social que se constitui num espaço de jogo de relações. Tudo é relacional. O pensamento estruturalista percebe que há relações de dominação em formas de rede. Hora somos dominantes, hora dominados, de acordo com a distinção, individual ou ente grupos, definida através de seus capitais econômicos e culturais. A internet, fruto da revolução tecnológica, é uma rede, e como tal exerce (pela comunicação) um sentido de capital simbólico, onde podemos, como eu disse anteriormente, produzir, re-produzir, copiar (legal ou ilegalmente) e distribuir informação e assim redefinir a história das relações humanas do mundo moderno, onde as lutas de classes não se dão somente pelo caráter econômico, mas também cultural.

Os 10 tópicos desta edição representam um pouco do momento. São olhares sobre a cultura, a comunicação e o conhecimento livre. Tentei organiza-los nas mais diversas possibilidades jornalísticas: release, resenha, crônica, artigo, entrevista, ensaio fotográfico, perfil, matéria e poesia no-sense. Para cumprir todas estas demandas o Contraofensiva convidou os seguintes amig@s, aos quais agradeço profundamente: Chica, Manolo, Nico Soesquifre, Senhor FUC e AZ.

Boa leitura e até a próxima!

Fabricio Ungaretti Coutinho- Editor

contato: fabricioungaretti@gmail.com


Sexta-feira, Dezembro 08, 2006

Os Fatos

Por MANOLO*


...
Os restos de unha do pé do
Manolo, entre outras coisas,
funcionam como pendrive e
CD-R. e as da mão como
DVD-RW Manolo.

Manolo convidou o Orkut
para entrar no Orkut. E
nessa época, o Manolo nem
estava no Orkut.

...

O Manolo não precisa ser
convidado para entrar nos
lugares ou participar das
coisas.

Manolo matou usando só a
força do pensamento a
última pessoa que perguntou
a ele se ele tinha suco de
caju.

...


Manolo carrega em seu
peito uma chave que abre
qualquer coisa. Ele a usa
como um simples adorno,
pois ele pode abrir o que
quiser só com o olhar.

*Trechos extraídos da coluna do amigo Manolo no Jornal Camaleão n°11
contato:jornalcamaleao@gmail.com

Quinta-feira, Dezembro 07, 2006

crônica sobre "nós" ou a tempestade de iansã

Por Nico Soesquifre*



acabará de chegar de um velório.a noite caía. ventava muito. era dia de iansã. a senhora dos eguns (espíritos dos mortos). senti medo. peguei uma garrafa de chica gengibre, servi dois copos, engoli com pressa e liguei a tv.

perguntei a ele o que era a morte.

não sei! sei tampouco da vida. me assusta um pouco. conhecer a morte sem nem ao menos saber o que é a vida. tudo parece tão efêmero. será que faz sentido?

não sei! será que o sentido não está exatamente em só se saber o sentido depois que já não a se tem? digo, a morte será a explicação da vida?

não sei! e também não quero saber. quero crer que vou ter mais tempo para tentar descobrir.

bebemos a segunda dose e suspiramos.

está tudo errado. não arranjo emprego de jeito nenhum. as portas todas se fecham. está sendo difícil viver assim. em alguns momentos, breves instantes, porém intensos, pergunto-me está vida vale quanto?

não sei! respondeu ele. sei que um tanto vale pelo amor. só o amor é verdade. acho que os problemas existem pra reafirmar que nesta vida, longa ou curta, nós temos que amar. já disseram, irremediavelmente. quem não ama precisa de remédios, não acha?

não sei! acho que todos nós precisamos de remédios, cada um a sua maneira...o amor...o amor é um remédio, é gesto bruto, selvagem, instintivo, subjetivo. é a essência, a liberdade da alma. a mente não pode controlar. não há razões. não há lógica, mas faz sentido, eu sinto.

silêncio.

bebemos a terceira dose e prestamos atenção na televisão. mais minutos de silêncio, mais uma dose.

no meio da quarta dose pensei: estranho como sempre eu puxo os assuntos. e perguntei: você acha que existe um buraco negro no espaço aéreo?

não sei! acho que tem buraco negro na cabeça desses jornalistas plim-plim. a vida parece não ter valor. você só tem direito se for consumidor. isto é viver em sociedade, ser cidadão. ser consumidor lhe dá o direito de “invadir” a pista de um aeroporto. afinal de contas, imagine o enorme transtorno na sala de embarque (a imagem na tv mostra um homem sentado no chão digitando em seu laptop).

você é irônico.

é a vida. entrei no clima do bobo, sensacionalismo total. teatro dos vampiros. o avião atrasou o fígado não chegou. deviam ter feito como o giba e fretado um téco-téco. isto que o giba nem gosta de téco-téco, ele é da turma do marcelo columi.

irônico e ácido.aliás, você lembra daquele dia do lindo sol dourado? foi quando nos conhecemos. a única vez que a porta se abriu.

esvaziamos a garrafa na quinta rodada.

preciso ir embora e você?

ele? respondeu eu

era a primeira e última pergunta que eu me fazia.


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* neste mundo minusculo aos poucos tambem perderemos os assentos ou os erros ou as virgulas somente o ponto final.




Segunda-feira, Dezembro 04, 2006

Rê Liz divulga: Lançamento da revista O DILUVIO #9

FESTA 7 anos de Segunda Maluca, lançamento da edição número 9 da revista O Diluvio e bebemoração de 20 anos do Vitor Hugo na Ipanema FM. Show da banda recifense Mundo Livre S.A com abertura dos gaúchos da Pedrada Afú.
Segunda, 11 de dezembro, as 22hs, no Opinião.
Ingressos antecipados: R$15,00 (até o dia 10 de dezembro), na Lancheria do Parque.
Ingressos no dia do show: R$ 20,00
Realização: Rei Magro.
Promoção:Revista O Diluvio

A revista O DILÚVIO colocará 10 nomes na lista pro show do mundo livre s/a pros primeiros que comprarem a nona edição com cd encartado na locadora Wallau Vídeo, que fica na Garibaldi esquina Cristóvão Colombo (F.:3286.5157). Isso mesmo, revista+CD = show de brinde. Promoção válida a partir de segunda, dia quatro, ao meio dia.

A edição de Verão da revista que não chove no molhado encarta o CD da banda carioca Seres, um caldeirão de groove-samba-ska.
+
*Entrevista com o cantor e compositor Otto.
*Reportagem especial sobre o jabá do verão e sobre o movimento Jabásta! , formado por artistas como BNegão e Chacal.
*Hay Campo?! O transporte coletivo boliviano
*over12: O Papai Noel dos shoppings tropicais
*Fogo na bomba!: esperando a hora de assaltar papai noel
* Peru, o incrivel animal que morreu na véspera
*Cinemanimal: Elefante, Guns Van Sant
*Que Conversa é essa?! China , nosso novo colunista.
*fandezine, contra-regra.
*leia a bula: a busca pelo corpo perfeito
+
*Ado Henrichs, Alan Moore e Jorge Ben

Terça-feira, Novembro 28, 2006

ENTREVISTADO - Márcio Ventura

Por Fabricio Ungaretti Coutinho*
Colaboraram com sábias perguntas: Pedro Jatoba e Guilherme Carlin.

Entrevista feita com o produtor Márcio Ventura, o Rei Magro, idealizador do projeto Segunda Maluca.
Você encontra também a entrevista, fotos e a cobertura dos shows da Segunda Maluca do dia 09/10 (horacios,stuarts e wander wildner) na página da revista O DILUVIO- a revista que não chove no molhado
www.odiluvio.com.br


Dilúvio pergunta? Como começou o projeto?

Márcio Ventuta responde: O Segunda Maluca começou em 1989 ele começou no Dr.Jekill. A idéia inicial do projeto é diferente de hoje. Como o Jekill era um bar pequeno...na real a segunda maluca tem uma influência muito forte de um projeto que existia nos anos 80 começinho dos 90 que era o Segunda sem Lei que era um projeto que rolava no Porto de Elis. Só que a idéia era parecida na história de ser segunda mas a idéia contextual era diferente. Segunda sem lei era temática. Daí ia lá o blues, segunda sem lei do metal. A Segunda Maluca sempre foi uma coisa mais diversificada com shows diversos. Mas como eu trabalhei uma época num projeto do Egisto Dal Santo e da Deborah Finocchiaro...e era muito bacana porque enchia, lotava, era muito legal! A cultura da coisa da segunda que eu acredito que já venha de outros eventos que rolavam antes...tinha o bar do mutuca tinha show...quer dizer a cena já existia...já aconteciam coisas apesar de ser um dia meio ímpar.

D: E vocês buscaram agregar um público diferente?

MV: Hoje até não porque hoje já acontecem varias coisas numa segunda, mas na época que começou a segunda maluca não tinha nada. Não tinha bar nenhum fazendo nada aí a gente teve a idéia de pegar um dia que u não concorre..concorre com o lance de ser segunda mas tu não tinha concorrentes de bares e festas. Então se tu conseguir pegar uma boa atração e um dia bacana que não, chova que não faça frio. A coisa foi indo , ficou no Jekill por um ano e oito meses . A gente saiu do Jekill e foi pro Garagem Hermética, uma passagem muito rápida. Foram 3 meses mas foi legal.

D: Isto foi auando?

MV:Isto foi em 2001, começo de 2001.Não lembro direito ,mas sei que foi 2001. Aí depois foi pro Manara, que é um bar na Goethe que até hoje trabalha com uma outra linha.

D: Mais pra massa?

MV:É. Mas na época era um bar que tinha alguns shows autorais bacanas. E eu conhecia o dono do bar há muito tempo e o cara era freqüentador das segundas maluca porque ele morava ali perto do Jekill. E numa conversa uma vez o cara nos convidou pra ir. E Era u m bar que tava na moda, tinha uma estrutura do caralho....Tinha mídia nas 3 fms da cidade. A gente ficou pensando um mês se ia ou não. Porque na verdade era a troca de um projeto super alternativo que ia se manter num bar com uma linguagem assim mais popular. Então a gente não tinha muita idéia como é que ia funcionar.

D: A gente quem?

MV: A gente é a Rei Mago Produções que é quem coordena a história da Segunda Maluca. A gente tinha medo de as pessoas não irem, tinha o riso de dar tudo errado e ao mesmo tempo era a oportundaide de levar as bandas pra um lugar diferente com uma estrutura mais legal que elas estavam acostumadas a tocar. E acabou rolando e acabou sendo muito legal, durou de 2001 a 2003 no Manara.

D: E que shows tu consideraria memoráveis nesta fase?

MV: A teve o Funk Como Le Gusta que é uam banda paulsita que foi inacreditável, foi o show mais cheio do Manara, da Segunda Maluca pelo menos. Teve também o show do Los Hermanos do lançamento do Bloco do Eu Sozinho, foi muito legal. Blues Etílicos, Garotos Podres, Replicantes, Cachorro Grande, O próprio Wander com o Frank Jorge, shows locais. Mofo de Alagoas.

D:E a partir do Manara então que o projeto ficou mais conhecido?

MV: Exatamente. Ficou maior. Porque aquela idéia inicial de lançar bandas virou um espaço pra trazer bandas já com u mcerto conceito mas sem perder o foco local com bandas abrindo os shows. Vou te dizer que o único show da Segunda Maluca que não teve abertura foi o Funk Como Le Gusta porque daí não tinha estrutura já que a banda é muito grande e não tinha como pôr ninguém , mas de resto nestes 7 anos sempre teve show de abertura com bandas locais.

D: E este projeto não rola só aqui em Porto Alegre não é?

MV: Em 2005 teve a Segunda Maluca itinerante. A gente fez um ano no Abbey Road em Novo Hamburgo, fez uma edição em Caxias, fez uma edição em Florianópolis que foi Mundo Livre lotação máxima da casa. Inclusive teve que ter uma edição extra na terça.

D: Segunda Maluca na terça é a coisa mais maluca que poderia acontecer...

MV:Isto que a Mundo Livre tinha feito dois shows na mesma semana. A gente também fez algumas edições num bar em São Leopoldo que é o Armazém San ´Lou e tá sempre buscando, já fez no Arca Pub em Cachoeirinha...

D: E a receptividade do público lá no Vale dos Sinos?

MV:É bacana. O Abbey funcionava legal. È calro que tem noites que não funcionam isto é inevitável.Como o bar é pequeno tu tem que se habituar não pode levar shows maiores. Tem que buscar shows mais acústicos pela estrutura do local, mas é elgal porque tu movimenta a cidade põe pessoas de lá pra tocar e tá fazendo uma coisa diferente em outros locais.

D: E já aconteceu de ter Segunda Maluca simultêaneas?

MV:Já. Por exemplo neste dia do show do Mundo Livre em Floripa tava rolando no Abbey Poliéster e Super Guidis. Nunca na vida que a gente pensou que isto iria acontecer. Além de ser itinerante, ser simultânea em locais fora da cidade natal do projeto. E isto foi muito gratificante. Na real a gente precisa de grana pra viver, todo undo tem suas contas, mas o que a gente paga na vida são as satisfações que a gente tem na vida com o trabalho com nossos relacionamentos,com os amigos, com a família, porque isto é impagável.

D: E além da questão inusitada da Segunda Maluca na terça-feira tem outros fatos que tu lembra..

MV:Semrpe tem as coisas bizarras. Principalmente quando vem gente de fora, tem a questão de pegar em aeroporto daí neguinho estranha, poxa show na segunda? Quando não era conhecida os caras não entendiam nada, imaginavam eu não ia dar nada.Por exemplo o Funk Como Lê Gusta, depois os caras ficaram apavorados, uma segunda com bar lotado, todo mundo dançando.Outra coisa engraçada foi a primeira vez da Mundo Livre. Eles estavam dando uma entrevista pra MTV com a Penélope e o Léo, daí eles passaram a genda que iriam tocar em Porto Alegre na segunda e a mina ficou questionando se segunda era dia de fazer show papapa. Bah, daí eu fiquei com aquilo na cabeça e o bar lotou e eles ficaram apavorados também. Se tu tem um bom produto pega um dia bom, pega começo de mês, as pessoas vão.

D: E como funciona pras bandas tocarem no projeto?

MV: A galera local nos procuram pra tocar, porque a gente já trabalha há bastante tempo na cena. Já bandas de fora a gente tenta encaixar a agenda. Nem sempre a gente consegue no momento que gostaríamos mas acaba rolando. A próxima edição é a Matanza, uma banda do Rio, lançando seu novo cd dia 06 de novembro no Opinião. E 11 de dezembro é aniversário da Segunda Maluca, 7 anos, com Mundo Livre. Esta é em primeira mão pros leitores da Dilúvio.

D: O Furo.

D: E como tu vê a cena nestes 7 anos, tem evoluído, até em comparação a outros estados?Com otu vê Porto Alegre?

MV: Porto Alegre é uma cidade legal, tem um monte de banda,aumentou os bares comparando quando a gente começou a 7 anos atrás, mas eu ainda acho que o público não cresce muito, quem acompnaha mais a cena alternativa. Porque passa 7 anos muitas pessoas que tavam na noite deixam de circular e entram outras.Claro que em termos de quantidade porque em qualidade o público tá excelente. Tudo bem tem falta de dinheiro mas acho que falta mais curiosidade, as pessoas se instigarem a buscar o novo o diferente. Mas isto é difícil pro grande público porque tu tem uma padronização de coisas muito ruins tanto de música quanto de propaganda em televisão. A gente vive numa cidade que até tem divulgação de alguns espaços, apesar de sermos meio que controlados por uma rede, mas Porto Alegre ainda consegue ser independente...

D: Esta empresa é a RBS?

MV: È.Eu não tenho nada contra nem nada a favor, mas eu só acho que as pessoas tem que trabalhar independente desta empresa e não acahr que porque é uma rede é mais fácil, pode até ser mas nem sempre é bacana. Eu não sei a gente até já trabalhou uma vez com eles com promoção deles mas acho que a coisa tem que ser mais real mais verdadeira tem que abrir o leque e não fazer de conta, só na propaganda.

D: E pra aumentar este público já pensaram em fazer eventos aberto, em locais públicos? Ou sito é uma Utopia?

MV: Não sei se Utopia, mas é bem difícil.A gente trabalha com apoiadores não tem patrocínio, a Rei Mago a gente nunca teve um evento pago.Pra não dizer que eu to mentindo na verdade co ma Rei Mago em 13 anos teve uma vez só um evento bancado pela Prefeitura do PT no Araújo Vianna, entrada livre e lotou. Tava lindo! Mas foi só esta vez em 13 anos.Tu pode tentar leis de incentivo, não sei talvez eu esteja ratiando, mas sei lá a vida corre tanto que as vezes não dá tempo. Tem gente que vira profissional de fazer estes projetos.

D: Falamos isto porque hoje nos vemos espaços como o Araújo Vianna e o Anfi-Teatro Pôr-do-Sol sem atividades periódicas e quando tem são shows megas das grandes empresas..

MV: Eu acho que estas empresas buscam outras coisas eles não querem regionalizar, patrocinar coisa locais. Eles pensam vamos fazer e trazem o Jota Quest pra gravar DVD. Os caras têm a maior fatia do bolo. A grande emissora divulga o show organizado pela grande empresa de telefonia que chama uma grande banda, etc...

MV: Mas acho que a gente tem que continuar trabalhando hoje tem muita gente naquele esquema do punk do faça você mesmo, produtores, bandas, vocês. Não é porque não vai vender 100m mil cópias que não o trablho não é legal tem que acreditar no que faz e correr riso. Trabalhar com arte é correr risco.

Segunda-feira, Novembro 27, 2006

Over 12- O Papai Noel dos Shoppings Tropicais

Per Fabricio Ungaretti Coutinho
Texto para edição 9(dezembro de 2006) da revista O Dilúvio (www.odiluvio.com.br)

O Papai Noel moderno atua como um símbolo decadente de nossas vidas artificiais. Moldado através do tempo, do ser humano ao boneco-propaganda, Noel é hoje o mais cruel retrato da era capitalista.

O Natal na era moderna assume o papel de “época de compras” ao invés do seu real significado como veremos. Não representa caso isolado, onde o econômico tenha se colocado acima da história. Outros feriados oficiais de nosso calendário brasileiro também são bastante utilizados para o mesmo fim, como a páscoa e o dia da padroeira do Brasil Nossa Senhora Aparecida, ambas datas cristãs. A primeira, também utiliza símbolos para vender, como o coelho e o ovo. Já a propaganda pro dia 12 de outubro foca ainda mais seu “público-ALVO”: o imaginário infantil. Outros tão desejados feriados têm origens antropológicas nas mais diversas formas de manifestação. Há datas “cívicas” como a Proclamação da República e Independência. Outras, conquistadas pelo povo como o dia do Trabalhador e o Carnaval. E Existe até dia para os mortos. No entanto, talvez o Natal seja o caso mais claro em que se nota a desconstrução de mitos e a criação de ritos. Estes interesses econômicos, propagandeados pela publicidade, através do estímulo ao consumo, desembocam no comércio e na maneira como as pessoas se manifestam nesta data. O Papai Noel dos shoppings tropicais, pingando suor em pleno verão brasileiro, aparece na televisão vendendo um descascador de uva, em doze vezes no cartão.

Na antiguidade os povos pagãos celtas comemoravam o solstício de inverno, ou seja, o momento que o sol se afasta o máximo em latitude da linha do equador, e penetra seus raios na terra de forma perpendicular, com a “Festa da Luz”. Monumentos de pedras serviam para marcar a data certa, o início do inverno no hemisfério norte. Este período é o que corresponde hoje, ao nosso atual calendário gregoriano, entre 17 e 25 de dezembro, variando conforme o ciclo solar. Em 274 d.c, o Imperador Aureliano estabelece o dia 25 de dezembro, como o Dia do Nascimento do Sol Inconquistável.


Pouco depois, com a consolidação da mais famosa “dissidência” do cristianismo, a Igreja Católica Apostólica Romana, provoca a primeira mudança na história. Em 325 d.c a Igreja Católica convoca o Concílio de Nicéia e edita que só valem os testamentos de João, Lucas, Marcos e Mateus, tornando todos outros relatos sobre Cristo, apócrifos. Participa deste Concílio o Bispo São Nicolau, que é o embrião do Papai Noel. Em 350 d.c, o Papa Júlio I, decreta que o dia 25 de dezembro seria também a data de comemoração ao nascimento de Jesus. Associou a celebração pagã ao sol com o surgimento daquele que era a luz, Jesus Cristo, embora, não se saiba ao certo nem ao menos o ano que Jesus nasceu. Pesquisadores chegam a afirmar que Jesus tenha nascido pelo menos 4 anos antes do que a história oficial conta.

A história avança e o protestantismo, dissidente do catolicismo romano, fundamental na aplicação do capitalismo, introduz o Papai Noel no Natal. Foram as igrejas luteranas alemãs que criaram o conceito de troca de presentes em comemoração aquele que vinha ajudar os necessitados: São Nicolau.

Nicolau Taumaturgo nasce século III, na cidade de Mira, província de Lícia, na planície de Anatólia no sudoeste da costa da Ásia Menor. A história conta que muito jovem Nicolau perde os pais e recebe uma grande fortuna de herança. Nicolau então vira sacerdote e passa a distribuir secretamente todo seu dinheiro para os necessitados. O mito é de que certa vez um comerciante falido, na cidade de Patara, fez de seu antigo estabelecimento um bordel e de suas três filhas- prostitutas. Dizem então que Nicolau ao querer livrar as moças de um pecado grave teria jogado um saco de moedas para dentro da casa, agindo secretamente sem que o comerciante soubesse quem havia doado a quantidade necessária para quitar suas dívidas e tirar as jovens do caminho do pecado, de acordo com a tradição cristã. Como o dia de São Nicolau é comemorado em 6 de dezembro e naquela época as pessoas comemoravam o Natal por vários dias, associou-se ao dia 25 de dezembro, o mito do mito: Papai Noel. Nicolau de sacerdote à bispo, de santo à Papai Noel- aquele que vem presentear escondido na noite. Sua popularidade chega até os Países Baixos e o norte da Europa através dos marinheiros que se achavam protegidos das tempestades pelo Santo.

A já lenda atravessa continentes e nos Estados Unidos vira Santa Claus ou Father Chirstmas. Em 1822, na colônia holandesa de New Amsterdam, hoje Nova York, Clement Clark Moore, no poema “Twas the night before Christmans or a Visit from St.Nicholas- A noite antes do Natal ou a Visita de São Nicolau”, descreve-o como um velhinho de barbas brancas e bochechas rosadas em um trenó puxado por oito renas, costume na Escandinávia.

A partir daí, os Estados Unidos, maior potência capitalista de nossa era, propaga a versão moderna. Thomas Nast retrata pela primeira vez Papai Noel, com a publicação de um desenho encartado na revista “Harper´s Weekly” em 1866. Outros elementos aparecem como a cor vermelha, o cachimbo e as ervas na cabeça.

Em 1931 retiram-se os mais prazerosos elementos e o velho começa a consumir drogas: coca-cola. A mega empresa estadunidense Coca Cola Company contrata Haddon Sundblom para fazer as campanhas publicitárias de Natal. A multinacional difunde a nova imagem (quase cópia da anterior) para todos cantos do mundo até 1966, quando Sundblom deixa de fazer as bem sucedidas peças/ pinturas a óleo. No entanto, já era tarde demais. A imagem do Papai Noel estava diretamente associada à Coca-Cola, ao Natal e ao consumismo.

No Brasil, a comemoração do Natal sempre esteve relacionada à tradição cristã, já que foi explorado por Portugal, um país católico. Assim a data em relação à religião, ao invés do louvor ao deus sol, estabeleceu a relação das pessoas, com a inclusão de novas práticas ao decorrer do tempo como a troca de presentes, os pinheiros, os presépios, as meias na janela esperando moedas e o panetone. Ou seja, a prática natalina sempre foi universal. Isto produz algumas esquisitices como um Papai Noel com muita roupa num Brasil quente e tropical.

De uma maneira geral, a universalidade da data, num mundo moderno, capitalista, fixou o sentido do Natal no ato globalizante do consumo, onde o Papai Noel é o principal “garoto-propaganda”. A propaganda utiliza um mito para criar novos ritos, no caso, o ritual da compra. Marcas importadas, produtos fetichizados, falsas promoções, necessidades criadas. Tudo em nome de uma comemoração que na verdade começou com o simples ato de olhar o sol.

Para entender a sociedade é preciso que olhemos pra nós mesmos, para nossas práticas. Começa por analisar o passado, para entender o presente e tentar mudar o futuro. Começamos esquecendo o sentido pagão da celebração, perdendo o contato com a essência, a natureza. Depois jogamos fora as idéias de humildade e ajuda aos mais necessitados que pregaram Cristo e São Nicolau. Por último estamos substituindo o ato de reunir amigos e familiares para comer, beber, dançar e conversar, por atitudes mecânicas e interesseiras como comprar. Evidente que existem as boas exceções e espera-se que no presente e futuro, predomine o sentido da reunião, da festa, indiferentemente de presentes, seja pra celebrar Cristo,o sol ou a cerveja, afinal é verão!


CINEMATECA- Laranja Mecânica

A CINEMATECA DO SENHOR FUC
APRESENTA:
Clockwork Orange (Laranja Mecânica)
de Stanley Kubrick
1971

"Ouça sua gúliver e vidia a glaze de bog my drugue. Goverete com a devotchka bebendo moloko velocete ao som lovely lovely ludwing van bethoven."

Por Senhor FUC






Laranja Mecânica(Clockwork Orange), do diretor Stanley Kubrick, com o ator Malcom Macdowell, foi gravado em 1971 e sua história é baseada no livro homônimo de Anthony Burges. Clockwork Orange vem da gíria "cockney", muito usada pelas torcidas inglesas na década de 50, que denomina uma pessoa desequilibrada, um desajustado agressivo, que odeia as instituições e o seres, e por isto os agride. Ou ainda, nas próprias palavras do autor do livro: "o ser humano é dotado de vontade e pode usá-la para escolher entre o bem e o mal. Se só se pode fazer o bem, ou só se pode fazer o mal, é uma Laranja Mecânica- que significa que tem aparência de um organismo adorável, com cor e suco, mas que na realidade é um brinquedo mecânico para ser manipulado por Bog(Deus) ou pelo Diabo( no caso o todo poderosos estado)."
Nesta frase aparece um elemento muito interessante: uma palavra de um vocabulário imaginário. Kubrick levou pra tela a grande idéia de Burgess de criar uma linguagem falada também marcante, acrescentando ao roteiro palavras. No caso do filme, o espectador ouve várias palavras diferentes que não existem em nenhuma outra língua (e que não são traduzidas no filme). Mesmo assim em alguns momentos pelo contexto da frase é possível enteder o significado ou algo muito próximo. São gírias da gangue que mesclam palavras inglesas, russas e expressões ciganas. Entre elas, algumas tais como: gúliver- cabeça, drugue- comparsa, espachca- cochilo, , milicente- policial, toltchocos- porradas, glaze- olho, goverete- conversa, iarblas- testículos,devotchka- moça e videar- olhar.
A trama se passa num futuro não tão distante, mas com vários elementos futuristas na decoração dos ambientes. A história é narrada em primeira pessoa pelo personagem de Malcom Madowell, Alex, auto-intitulado the large. Além de Alex fazem parte da gangue seu 3 drugues: Georgie Boy(James Marcus), Dim(Wareen Clarke) e Pete(Aubrey Morris). Após tomarem seus molokos velocetes (uma espécie de leite com drogas), no Korova Milk Bar, e ficarem pré-dispostos à ultra-violence eles passam a cometer diversos crastes(crimes), como estupros e brigas de forma extremamente prazerosa. Uma notchi, os drugues, com intuito de livrarem-se daquel que era seu líder, atraiçoam Alex. Eles chamam os milicentes, após Alex ter assassinado uma mulher com uma estranha escultura fálica. Alex é preso e para livrar-se de cumprir a pena de 14 anos, resolve ser voluntário num tratamento criado pelo governo para reintegrar o bandido à sociedade, ou até mesmo para "desentupir" as cadeias. O tratamento Ludovico, de método behaviorista, o condiciona a associar imagens de que envolvem violência (como os desfiles do exército de hitler) com algo de bom que o paciente possa ter. No caso Alex tem uma grande paixão pela música de Ludwing Van Beethoven (várias cenas têm como trilha canções do compositor).

Drogado e amarrado a uma cadeira pela camisa de força é exposto por horas e horas a imagens de violência, enquanto ouve seu grande ídolo. A associação o deixa desconfortável e faz com que começe a ter reações físicas extremas como enjôos toda vez que vê cenas de violência. Após sair da cadeia, totalmente mudado pelo Tratamento Ludovico, ele passa a viver todas as situações em que antes ele havia prejudicado alguém, vendo-se nas mãos de suas vítimas, sofrendo as mesmas violências sem conseguir reagir já que o tratamento o condiciona a aceitar a violência como algo ruim .Assim ele fica incapaz de reagir com violência pois isto lhe causa náuseas. Fica impotente pra lidar com a violência que o cerca. E também não consegue se reintegrar a esta sociedade. Ele acaba sendo amparado por uma de suas vítimas, que via Alex como uma forma de comprovar a ineficácia do tratamento, ao mesmo tempo usando-o para fins políticos, já que esta vítima era de um partido de oposição ao governo responsável pelo tratamento. A vítima, no entanto, acredita que poderia lidar com seu carrasco, mas também seus desejos mais violentos afloram. Após ver sua mulher ser estuprada e levar uma surra que o deixou em cadeira de rodas, não há como ficar indiferente ao ter em sua casa aquele que o feriu. Esta vítima é o escritor (no filme) do livro Clockwork Orange, Frank Alexander(Patrick Magee). A história torna-se um círculo vicioso. Kubrick vai mostrando conceitos ao longo do filme em que colocam de um lado o personagem Alex e de outro a sociedade, ora Alex agride a sociedade em outra a sociedade agride Alex. O filme acaba com a emblemática frase: "- Agora estou curado."
No livro a história continua, Alex "curado" volta a cometer crimes mas resolve parar por vontade própria, o que dá um significado piscológico todo especial para a moral do filme.Como todo clássico, causa impacto. Para alguns positivo, para outros negativo. De qualquer maneira o primeiro passo é ver o filme. Então, assista! Agora, se você é um daqueles alucinados pelo filme a ponto de ter o dvd, ver pelo menos 2 vezes por ano, já ter lido o livro, feito trabalho de psicologia geral e até ter colocado aquela saqueira ridícula em alguam festa à fantasia , você vai se perguntar: porque eu estou lendo mais do mesmo e isto não me importa nem um pouco?




Perfil- Melhor viver de Chica do que morrer de tédio- Por Chica


Oi!
Meu nome é Chica.

Nasci num butecão fruto do encontro de meus 9 pais. Entre a plena comunicação planetária, a compreensão etílica do universo, o caos, a fúria e o som das vibrações fabicanas. Sob a lua 33 nasci quando sentiram na garganta minha alma pela primeira vez. Sou uma cachacinha ardente e saborosa. Sou bi. Bidestilada. Adoro que homens e mulheres me degustem até a última gota, porém, não gosto quando as pessoas não me dão valor, como se eu fosse mulher de vida fácil, me depreciando, chorando a graça do de graça como se houvesse vida fácil. Sou batalhadora, alternativa. Cada parte de mim tem um quê de especial e único. Nunca sou a mesma. E nenhuma outra é igual a mim. Se me quer, aceite-me como sou e não tente me tornar qualquer outra. Se quiser isto vá procurar suas belinhas, caninhas e outras inhas que você encontra em qualquer esquina. Sou forte mas sem perder a ternura.Curto flores, frutas, plantas e ervas. É só você me dizer como me quer: abacaxi, ameixa, amora, bergamota, butiá, catuaba, figo, gengibre, hortelã, maçãnela, morango e uva. Claro que de acordo com a época do ano, pois não gosto de me repetir. Tudo tem seu devido tempo.
Caso você tenha fetiches alcoólicos, posso te apresentar a Velha Chica, que esteve em reclusão numa casa de carvalho e bálsamo por longos 4 anos, que a deixaram muito madura.
Não se preocupe que comigo você nunca terá dor de cabeça. Mas claro, alguns cuidados são importantes. Procure não me beber de estômago vazio. Vó Chicona já dizia: saco vazio não para em pé. Não goze rápido.Gosto que me bebam aos pouquinhos, saboreando, me sentindo tocar os lábios, a lingua, até fazer parte de ti até sermos uma mente só. Não tenha pressa, as preliminares são importantes, então calma pra não apagar e me deixar na mão. Caso isto aconteça te sugiro outra companhia: a amiga água. A água ajuda a reidratar o organismo. E lembre-se de que se beber não vá dirigir. Sou muito sedutora, a ponto de deixar fora de si qualquer um, então não convém realizar atividades que exijam muita concentração e possam colocar a vida em risco. Afinal, é melhor viver de Chica do que morrer de tédio!
Se você quiser me conhecer entre em contato. Meu prazer é a sua satisfação.
O endereço de minha casa é www.chicachaca.com e minha caixa postal é chica@chicachaca.com
Tchau e até logo!
Beijos!
Chica.

Ensaio Fotográfico- Assim falou Bataclan. Por Ana Zélia Santana








Terça-feira, Novembro 14, 2006

Direito e ética no Jornalismo Cultural: a questão do jabá.

Por Fabricio Ungaretti Coutinho

De que maneira a prática do jabá interfere na ética jornalística?

Pensar a ética jornalística na cultura, parte do princípio de estabelecer a real relação imprensa/empresa. Embora tanto as rádios quanto às televisões sejam concessões governamentais, elas são gerenciadas livremente, sem controle público, por empresas, havendo casos de quase monopólio, ou seja, uma grande empresa tem várias emissoras de rádio e televisão num mesmo local, como acontece no Rio Grande do Sul com a RBS que possui 3 canais de televisão (RBS, TV COM e Canal Rural) e 7 emissoras de rádio (Gaúcha, Farroupilha, Rural, Atlântida, Cidade, Itapema e Metrô).

Assim sendo o jornalismo crítico muitas vezes acaba se influenciando ou mesmo sendo obrigado mediante pressão, por “entrar no jogo”. A ética jornalística submete-se então a questões comerciais.

Para aprofundar, cita-se um caso, um tipo de prática que fere a ética jornalística, quando os interesses empresariais se sobrepõem aos interesses culturais da sociedade, o Jabá.

O termo Jabá deriva da palavra Jabaculê, que quer dizer: negociata, armação, suborno. É uma prática comum principalmente nas grandes rádios e nos programas de auditório das principais emissoras brasileiras. Logicamente pelo fato de estas rádios e estes programas possuírem mais audiência, ou seja, mais pessoas ouvindo e/ou assistindo, mais “consumidores” poderão se interessar por aquele “produto”. A indústria cultural transforma a obra em produto. Um produto precisa ser vendido e então os meios de comunicação de massa estimulam o consumo apresentando não o artista, mas o álbum do artista. Até aí tudo bem, não fosse o fato do Jabá. As emissoras de rádio e televisão são subornadas à apresentarem em seus programas determinado artista, não necessariamente porque o público quer ou porque o apresentador gosta do som, mas sim pelo fato de que a gravadora pagou para que aquele artista tocasse naquele programa. No caso específico do rádio (onde a programação musical é diária), o Jabá consiste em pagar a rádio para que a música de determinado artista toque tantas vezes ao dia quanto for o valor combinado da “propina”. O que ouvimos então é a mesma música de um único artista tocar incessantemente em todos principais horários, aqueles de maior audiência. Enquanto isto os artistas novos, com vergonha na cara e/ou sem dinheiro no bolso deixam de ter seu trabalho divulgado, o que contraria a legislação que diz que as rádios são concessões públicas e devem ser veículos de comunicação democráticos. Esta deturpação ocasiona uma inversão da realidade. Os sucessos musicais não são necessariamente aqueles que representam o presente panorama cultural. A mídia então “cria” artistas, que depois de um tempo somem e nunca mais voltam.

Antigamente as gravadoras ou os empresários dos artistas pagavam diretamente aos locutores. Hoje em dia esta prática institucionalizou-se. Os espaços na programação são acertados diretamente com o setor comercial da empresa de comunicação. Veja que não é uma negociação comercial no real sentido da palavra, onde se vendem espaços comerciais, como os intervalos comerciais- desculpem a repetição mas é bom frisar : comercial. O que acontece é a venda de espaços artísticos com intuitos comerciais. Não é a divulgação de um show, a promoção de um álbum no intervalo, é a deliberada compra de um tempo dentro de um programa cultural.

Um veículo pode comercializar seus espaços comerciais como nome diz para obter uma sustentação financeira, mas jamais seu espaço artístico.

O advogado e professor da Fundação Getúlio Vargas, Nehemias Gueiros Jr em seu livro “O direito autoral no show bussiness” detalha como é feito o jabá, chamado pelas gravadoras de plano de marketing. Diz ele no livro que as grandes gravadoras destinam verbas para a divulgação dos álbuns. Quanto mais “popular” o artista mais verbas de divulgação. Diz também que grande parte destas verbas de divulgação vai para os diretores de programação das grandes rádios. "O raciocínio desta gente é torto, paradoxal. Eles investem em artistas sem nenhum talento, colocam uma baita grana em cima e depois ficam esperando um retorno que não vem. Depois jogam a culpa do prejuízo na pirataria", explica e prossegue Nehemias. "Todas as gravadoras pagam jabá para os programadores. Vai estar mentindo quem negar isso. Pagam descaradamente, com viagens ao exterior, carros e muito, muito dinheiro. Pouca gente sabe, mas é o investimento pesado no jabá, que não é contabilizado pelas gravadoras, o grande responsável pelo alto preço dos CDs para o consumidor."

Para citar um exemplo atual, nos Estados Unidos a Federal Communications Commission, equivalente a Anatel no Brasil, fez severas investigações que subsidiaram o procurador geral de Nova York, Eliot Sprintzer a processar a Sony/BMG e a Warner, respectivamente em US$10 milhões e US$5 milhões. Nos Estados Unidos jabá é crime, no Brasil não. Dificilmente se acabará com o jabá, mas tornar crime, já um grande passo pra diminuição desta prática e pelo menos para punição.

O mercado fonográfico mundial é muito concentrado. Apenas 4 empresas detêm cerca de 80% do mercado mundial. São as chamadas “The Big Four”, na ordem: Universal Music, Sony/BMG, Warner Music e EMI Group. O que teoricamente facilitaria o controle por parte das autoridades. No entanto, no Brasil, a Anatel parece estar mais interessada em fechar rádios comunitárias que impedir o jabá.

Com o avanço da tecnologia, várias bandas estão procurando novas formas para divulgar seu trabalho e para que não fiquem reféns deste mercado cultural baseado no jabá estão disponibilizando suas músicas na internet. É o caso, dentre alguns outros bons exemplos, das bandas Bléque e Pedrada Afú. Há alguns músicos que até estão se organizando para tratar o jabá não só como falta de ética mas como crime. É o caso de Lobão, B.Negão, Marcelo Yuka e Dado Villa-lobos que participam do Movimento JáBasta!.

Além da mobilização social necessária, a luta pela criminalização do jabá se articula no âmbito legislativo para que vire lei. O deputado federal Fernando Ferro (PT-PE), enviou ao Congresso Nacional, em 2003, o projeto de lei 1048/03 que prevê a criminalização da prática do jabá. O projeto que conta com o apoio do atual Ministro da Cultura, Gilberto Gil, já foi aprovado nas comissões de Educação e Cultura, de Ciência e Tecnologia, de Comunicação e Informática e está atualmente na Comissão de Justiça e Cidadania. Este projeto, na verdade, é um desdobramento da lei n°4.117, de 1962, que instituiu o Código Brasileiro de Telecomunicações, explicitando uma punição que não havia anteriormente:

“ Art. 53A.Constitui crime, punível com a pena de detenção,de 1 (um) a 2 (dois) anos, sem prejuízo das sanções de multa, suspensão ou cassação, previstas nesta lei, receber, na qualidade de proprietário, gerente, responsável, radialista ou apresentador de pessoa jurídica autorizada, concessionária ou permissionária de serviço de radiodifusão, dinheiro, ou qualquer outra vantagem, direta ou indireta, de gravadora, artista ou seu empresário, promotor de concertos, ou afins, para executar ou privilegiar a execução de determinada música.”

Então vemos que a questão do jabá envolve gravadoras, artistas e veículos de comunicação. No entanto, esquecemos de um agente fundamental neste processo: o jornalista. Não entrarei nem na discussão de se quem apresenta os programas de televisão e rádio são jornalistas. Assim, partindo do pressuposto que são comunicadores questiona-se a maneira como se posicionam frente ao jabá.

Dificilmente vemos um comunicador vir a público manifestar repúdio ao Jabá. Na área esportiva podemos citar Jorge Kajuru que sempre que reclama das propagandas nos meios dos programas esportivos é demitido das emissoras e muitas vezes processado. Na área cultural, aqui no Rio Grande Do Sul são poucos que levantam a questão como bandeira. Podemos citar a rádio Ipanema FM e a Revista O Dilúvio. Mesmo assim pouco ou nada se discute a partir dos grandes veículos de comunicação, em especial aqueles que listei no início, do grupo RBS. Aliás por lá o jabá é mais do que institucionalizado pois o grupo também possui uma gravadora (Orbeat Music) que “curiosamente” lança seus discos com ampla divulgação tanto nos canais de televisão quanto nas emissoras de rádio da RBS.

Talvez seja o fato de boa parte dos apresentadores não ser jornalista e apesar de ter a parte técnica não ter uma fundamentação teórica sobre ética,jornalismo e cultura. Talvez seja culpa da falta de discussão anterior, dentro das faculdades para preparar o futuro jornalista cultural. Talvez seja o medo de perder emprego que faz com que o comunicador aceite as ordens comerciais da empresa de comunicação. Talvez seja a ambição que cega e compra os valores éticos. O certo é que o jabá interfere direta e negativamente no trabalho de um jornalista cultural, o que por conseguinte interfere na veracidade da produção cultural e no cotidiano das pessoas “comuns” que são enganadas por falsas informações. É a produção de bens artificiais.

Todo comunicador que se submete ao jabá e mesmo aquele que consente ao calar-se, está agindo contra os princípios morais da categoria. O código de ética do jornalista em relação à conduta do profissional, prevê,entre outras coisas, que é dever do jornalista combater e denunciar todas formas de corrupção, em especial quando exercida com o objetivo de controlar a informação (artigo 9 letra f) e que o jornalista deve evitar a divulgação de fatos com interesse de favorecimento pessoal ou vantagens econômicas(artigo 13 letra a).

Por isto devemos repudiar esta prática e denunciar todos aqueles que dela participam sejam artistas, advogados, empresários de gravadoras, empresários de redes de comunicação, produtores, apresentadores de programa de auditório, radialistas ou jornalistas culturais. Lutar pela democratização dos meios de comunicação de massa passa obrigatoriamente pela luta pelo fim do jabá.


Segunda-feira, Outubro 02, 2006

dados eleições 2006

1 13 - LULA PT - PT/PRB/PC do B 46.661.741 48,61
0002 45 - GERALDO ALCKMIN PSDB - PSDB/PFL 39.968.167 41,64
0003 50 - HELOÍSA HELENA PSOL - PSTU/PCB/PSOL 6.575.353 6,85
0004 12 - CRISTOVAM BUARQUE PDT - PDT 2.538.833 2,64
0005 44 - ANA MARIA RANGEL PRP - PRP 126.402 0,13
0006 27 - JOSÉ MARIA EYMAEL PSDC - PSDC 63.294 0,07
0007 17 - LUCIANO BIVAR PSL - PSL 62.064 0,06
0008 29 - RUI COSTA PIMENTA PCO - PCO 0 0,00

GOVERNADORES ELEITOS EM PRIMEIRO TURNO
Alagoas
45 - TEOTONIO VILELA FILHO PSDB - PMDB / PPS / PSDB / PT do B 733.405 55,85


Amapá
12 - WALDEZ PDT - PDT / PP / PMDB / PV / PSC / PRONA 160.150 53,69

Bahia
13 - JAQUES WAGNER PT - PT / PMDB / PC do B / PSB / PPS / PV / PTB / PMN / PRB 3.242.336 52,89



Ceará
40 - CID GOMES PSB - PSB / PT / PC do B / PMDB / PRB / PP / PHS / PMN / PV 2.411.457 62,38



Distrito Federal
25 - ARRUDA PFL - PP / PTN / PSC / PL / PPS / PFL / PMN / PRONA 663.364 50,38


Espírito Santo
15 - PAULO HARTUNG PMDB - PTB / PMDB / PFL / PSDB 1.326.175 77,27


MAto Grosso
23 - BLAIRO MAGGI PPS - PP / PTB / PMDB / PTN / PL / PPS / PFL / PAN / PRTB / PMN / PTC / PSB / PV 922.765 65,39



MAto Grosso do Sul
15 - ANDRÉ PUCCINELLI PMDB - PMDB / PSC / PL / PPS / PFL / PAN / PRTB / PMN / PTC / PSDB / PT do B 726.806 61,34



Minas Gerais
45 - AÉCIO NEVES PSDB - PP / PTB / PSC / PL / PPS / PFL / PAN / PHS / PSB / PSDB 7.482.809 77,03



Pará
45 - ALMIR GABRIEL PSDB - PP / PTB / PSC / PL / PFL / PAN / PRTB / PHS / PMN / PTC / PV / PRP / PSDB / PRONA / PT do B 1.370.272 43,83



Piauí

13 - WELLINGTON DIAS PT - PT / PSB / PTB / PC do B / PL 954.857 61,68


Rondônia
23 - IVO CASSOL PPS - PTN / PPS / PFL / PAN / PV / PRONA 387.208 54,14


Roraima
45 - OTTOMAR PSDB - PP / PTB / PL / PFL / PSDB 116.542 62,40


São Paulo
45 - SERRA PSDB - PSDB / PFL / PTB / PPS 12.381.038 57,93


Segipe
13 - DÉDA PT - PT / PTB / PMDB / PL / PSB / PC do B 524.826 52,46


Tocantins
15 - MARCELO MIRANDA PMDB - PMDB / PPS / PFL 340.824 51,49



GOVERNADOR SEGUNDO TURNO
Santa Catarina
15LUis Henrique(
PMDB - PMDB / PFL / PSDB / PPS / PRTB / PT do B / PAN / PHS) x
11Esperidião Amin(
PP - PP / PMN / PV / PRONA)

Rio Grande do Sul
45Yeda Crusius(
PSDB - PSC / PL / PPS / PFL / PAN / PRTB / PHS / PTC / PSDB / PRONA / PT do B) x
13Olívio Dutra(
PT - PT / PC do B)

Rio Grande do Norte
40Vilma(
PSB - PSB / PTB / PT / PL / PPS / PHS / PMN / PC do B / PT do B) x
15Garibaldi Filho(
PMDB - PMDB / PFL / PP / PTN)

Rio de JAneiro
15Sergio Cabral(
PMDB - PP / PTB / PMDB / PSC / PL / PAN / PMN / PTC / PRONA) x
23 Denisse Frossard(
PPS - PPS / PFL / PV)

Pernambuco
25 Mendonça(
PFL - PMDB / PTN / PPS / PFL / PHS / PSDB) x
14 Eduardo Campos(
PSB - PP / PDT / PSC / PL / PSB)

Paraná
15Roberto Requião(
PMDB - PMDB / PSC) x
12 OSmar Dias(
PDT - PP / PDT / PTB / PTN / PMN / PTC / PSB / PRONA / PT do B)

Paraíba
45Cássio(
PSDB - PP / PTB / PTN / PL / PFL / PTC / PSDB / PT do B) x
15 Zé MAranhão(
PMDB - PRB / PT / PMDB / PSB / PC do B)

Pará
45- Almir GAbriel(
PSDB - PP / PTB / PSC / PL / PFL / PAN / PRTB / PHS / PMN / PTC / PV / PRP / PSDB / PRONA / PT do B) x
13-Anna Júlia (
PT - PRB / PT / PTN / PSB / PC do B)

MAranhão
25- Roseana Sarney(
PFL - PP / PTB / PMDB / PTN / PSC / PL / PFL / PRTB / PHS / PV / PRP) x
12-Jackson LAgo(
PDT - PDT / PPS / PAN)

Goiás
11Alcides Rodrigues(
PP - PP / PTB / PTN / PL / PPS / PAN / PRTB / PHS / PMN / PV / PRP / PSDB / PT do B) x
15Maguito(PMDB - PMDB / PSC / PRONA / PDT / PTC)

SENADORES
Acre-Tião Vianna(PT)
Alagoas-Collor(PRTB)* acreditem
Amapá- Sarney(PMDB) *mas ele não é do maanhão???
Amazonas- Alfredo Nascimento(PL)
Bahia- João Durval(PDT)
Ceará-Inácio(PCDOB)
Distrito Federal-Roriz(PMDB)
Espírito Santo-Renato Casgrande(PSB)
Goiás-Marconi Perillo(PSDB)
MAranhão- Epitácio Cafeteira(PTB)
MAto Grosso- Jaime Campos(PFL)
Mato Grosso do Sul-MArisa Serrano(PSDB)
Minas Gerais-Eliseu Rezende(PFL)
Pará-Mário Couto(PSDB)
PAraíba-Cícero Lucena(PSDB)
PAraná-Àlvaro Dias(PSDB) * a bancada ruralista está em festa
Pernambuco-JArbasVasconcelos(PMDB) * será ele mesmo? ainda vive?
Piauí-Joaõ Vicente(PTB)
Rio de JAneiro-Franciso Dornelles(PP)
Rio Grande do Norte-Rosalba Cialrini(PFL)
Rio Grande do Sul-Simon(PMDB) * mais um mandato. 32 anos mamando na teta.
Rondônia-Expedito Junior(PPS)
Roraima-Mozarildo(PTB)
Santa Catarina-Raimundo Colombo(PFL)
São PAulo-Eduardo Suplicy(PT)
Sergipe-Maria do Carmo(PFL)
Tocatins-Kátia Abreu(PFL)













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